Caso Mirassol

Caso Mirassol



Antônio Carlos Ferreira é um jovem negro de boa aparência, semi-analfabeto, bastante responsável e trabalhador. Até a noite de 27 de junho de 1979, suas informações sobre OVNls eram praticamente nulas, devido à falta de instrução. Empregado como vigia noturno, nem mesmo assistia aos programas jornalísticos da televisão. Na madrugada do dia 28, porém, viveu um encontro imediato de quarto grau – na verdade, o primeiro de vários contatos que se estenderam pelo menos até 1985. Esse caso mereceu destaque da ufologia internacional, e suas implicações fundamentam novas e perturbadoras hipóteses sobre as intenções dos alienígenas em nosso planeta.

Às 17 horas do dia 27, Antônio Carlos iniciou mais um período de trabalho como vigia nas obras de uma fábrica na cidade paulista de Mirassol. Devia marcar o ponto de quinze em quinze minutos; exatamente às 3 horas do dia 28, quando se dirigia ao banheiro, percebeu um estranho objeto que descia no pátio, a cerca de 60 metros de onde se encontrava. O rapaz decidiu investigar o que sucedia. E, ao sair do banheiro, preparou com três hominídeos de aproximadamente 1,20 meio de altura, numa espécie de uniforme branco e brilhante que lhes cobria o corpo todo. Havia uma pequena caixa na frente dos trajes e outra, maior, na parte de trás, ligada por um tubo ao capacete respiratório. O vigia verificaria mais tarde que seus sequestradores permaneceram de capacete mesmo no interior da nave-mãe. Os alienígenas projetaram sobre ele uma luz vermelha proveniente de um objeto quadrado de aproximadamente 15 centímetros, imobilizando-o.

Em seu depoimento. Antônio Carlos aponta que a nave estacionada no pátio apresentava for-ma ovalada,
com cerca de 2 metros de base por 2,5 metros de altura. Era cinza-clara, sem luminosidade quando estacionada e apoiava-se sobre um tripé. Os alienígenas transportaram-no para seu interior. O rapaz, imobilizado, teve a impressão de flutuar – e foi possível comprovar depois que suas pegadas desapareciam de repente, a alguns metros do banheiro. A porta de entrada da nave era baixa e retangular e dava acesso a um ambiente de luminosidade vermelha difusa, onde ele viu um painel cheio de botões.

O aparelho dirigiu-se em seguida a nave-mãe, de dimensões bem mais amplas.
Logo em seguida, o OVNI decolou. Antônio Carlos recorda que sentiu um ligeiro "zumbido” nos ouvidos, enquanto uma sensação de frio tornava conta de seu corpo. Provavelmente perdeu os sentidos, pois conserva apenas vaga lembrança de ter entrado no bojo de um aparelho maior, que seria uma nave-mãe.
Ao voltar a si, o rapaz encontrava-se numa sala bem mais ampla que a da nave que o transportara até ali. 
Viu então dez ou doze tripulantes: metade tinha pele verde e os outros escura. cor de chocolate. Todos usavam trajes branco-brilhantes, possuíam cabeça avantajada. olho e boca relativamente grandes, nariz fino e comprido. orelhas também grandes e pontudas. Nos seres verdes, havia cabelos lisos e negros: nos demais, uma carapinha vermelha. Falavam uma língua desconhecida, e suas vazes apresentavam timbre agudo, porém agradável.

A sala estava equipada com painéis e apare-lhos semelhantes a televisores. A iluminação interna era vermelha e verde. Existia ainda uma espécie de balcão, atrás do qual se encontrava um homenzinho verde que parecia dar instruções aos outros. Antônio Carlos imaginou que fosse o comandante da nave. Ele também se recorda de ter observado por uma janela, na parte externa do OVNI, um circulo que girava a grande velocidade e emitia uma luz vermelha.
Essas foram suas únicas lembranças do contato. Às 5 horas da manhã, no momento de deixar o trabalho, o rapaz encontrava-se sentado na entrada do banheiro, compreensivelmente perturbado. Havia marcas de seus passos no solo, numa extensão de alguns metros, aproximando-se da porta do banheiro, como se alguém o tivesse depositado a pouca distância dali.

Uma criança para os ETs

Ao “acordar”, Antônio Carlos estava atordoado e com um pouco de enjôo. Sentia forte ardor nos olhos e um formigamento por todo o corpo. Trazia um sinal de queimadura no braço esquerdo, e no direito a marca de uma picada na veia. Seu corpo apresentava hematomas, principalmente nas costas. Havia manchas na camisa e sua cueca estava reduzida a tiras.
O rapaz dirigiu-se para casa, bem perto do local onde trabalhava. Sua mãe, dona Guaraçay dos Santos, estranhou seu comportamento: quieto, calado, nem quis tomar café. Foi para a cama depois de um banho rápido. Preocupada, dona Guaraçay perguntou-lhe se estava doente; o rapaz respondeu que se sentia apenas
feliz:

– Estou tão contente, hoje!

E contou-lhe o ocorrido. A mãe não acreditou: imaginou que ele tivesse sofrido algum assalto. Discutiu essa possibilidade com o encarregado do serviço na construção e, em seguida, dirigiu-se à casa do investigador policial José Zanvello Neto, pedindo-lhe que visitasse o local. Foi ele quem descobriu os misteriosos rastros de ida e volta que desapareciam a poucos metros do banheiro.
O fantástico relato logo se difundiu por Mirassol, chegando ao conhecimento dos integrantes do Grupo Aura, organização local de pesquisas ufológicas. O professor Ney Matiei Pires, residente na cidade, encarregou-se da investigação do caso e procurou Antônio Carlos. No dia 14 de julho realizou-se a primeira entrevista com o rapaz.

Mais tarde, para recuperar as informações correspondentes a duas horas de lapso temporal, os pesquisadores decidiram utilizar o método da regressão hipnótica. As sessões ocorreram no Instituto Braid, em São José do Rio Preto (SP), sob a responsabilidade do parapsicólogo Álvaro Fernandes, outro integrante do Grupo Aura. A primeira sessão, em 5 de agosto, foi uma regressão indireta, empreendida por meio de uma sensitiva em transe hipnótico. A segunda, no dia 19, uma regressão direta, realizou-se na presença do médico e ufólogo Walter Karl Biihler, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores, sediada no Rio de Janeiro.

Antônio Carlos relatou, sob hipnose, que, ao chegarem a nave-mãe, os sequestradores fizeram-no flutuar até o interior da sala. Um aparelho semelhante a uma televisão parecia informá-los sobre as emoções e os pensamentos do terráqueo, pois, sempre que a ele se dirigiam, manipulavam os botões de controle.
O rapaz foi colocado num divã. De repente, avistou uma alienígena completamente nua, de pele cor de chocolate e cabelos vermelhos. Tinha características faciais semelhantes às dos companheiros, mas era bem mais alta, por volta de 1,50 metro. Possuía dentes parecidos aos dos humanos, mas pele fria e hálito desagradável. O rapaz achou-a feia, a ponto de sentir arrepios quando se tocavam.
Os humanoides deram-lhe, para cheirar, alguma coisa que o deixou enfraquecido. Tiraram-lhe toda a roupa, chegando a rasgar algumas peças, aplicaram uma injeção em seu braço esquerdo e colocaram um aparelho no direito. Antônio Carlos continuava a repelir a alienígena de seios pequenos e pêlos púbicos vermelhos, que demonstrava clara intenção de copular com ele. Então os outros seres passaram uma espécie de óleo por todo o seu corpo, com exceção do rosto, e ele teve relações sexuais com a mulher ET. Durante o coito, o aparelho permaneceu em seu braço – provavelmente para medir e registrar suas reações físicas.

Mulher extraterrena de cabelo vermelho

Mais tarde, os humanóides devolveram-lhe as roupas, dizendo que não tivesse medo, pois seria levado de volta. Informaram que eram de outro planeta e estavam fazendo experiências: precisavam de um filho dele para futuras pesquisas. Declararam ainda que a criança seria do sexo masculino; iriam trazê-la algum dia, para que a conhecesse. A seguir, deram-lhe algo “ruim” para beber e levaram-no à nave de transporte, que o deixou a poucos metros da entrada do banheiro.

Contatos sucessivos

O seqüestro de Antônio Carlos Ferreira apresenta características semelhantes a um caso clássico da ufologia brasileira, o do mineiro Antônio Villas Boas. Mas havia a promessa de encontros subsequentes: o Grupo Aura e outras organizações de pesquisas ufológicas passaram a aguardar novas noticias.
Estas não demoraram a surgir. Na manhã de 10 de setembro de 1979, dona Guaraçay procurou o professor Ney Matiei Pires e relatou que seu filho fora contatado por seres alienígenas na noite anterior, quando estava na casa da noiva. Mais tarde, ao sair do trabalho, o rapaz forneceu informações com maiores detalhes. Ocorrera, na verdade, uma espécie de comunicação mental. As entidades prometeram ajudá-lo a “melhorar de vida”, mas repreenderam-no pela divulgação do caso e por ter se submetido à regressão hipnótica. Chegaram a interferir em seu livre-arbítrio, dizendo-lhe que não deveria mais fumar nem casar-se no religioso.
Após uma interrupção de quase três anos, Antônio Carlos voltou a ser contatado em 7 de agosto de 1982. Seguiu-se novo encontro em 31 de dezembro; nos primeiros meses de 1983 ocorreram diversos contatos, em datas pouco precisas e circunstâncias variáveis. Num deles, os alienígenas lhe mostraram seu filho, semelhante à mãe e aos outros ETs; noutro, realizado na casa dos pais de Antônio Carlos, alvejaram-na com uma luz que lhe queimou a camisa. Em 1985, os contatos continuaram, a intervalos irregulares.

Fonte:PIRES, Iracema. "Caso Mirassol". In: - Inexplicado. Editora Rio Gráfica, 1985, ...Volume 2, pag. 488-490.
mas andes
Ufólogo e integrante do Grupo de Amigos que Estudam Mistérios e Ufologia criado em 1997, atuando em Guarujá e região, efetuando pesquisas nas áreas de ufologia e espiritualidade, e suas diversas ramificações. Caso Mirassol.
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